quarta-feira, 29 de março de 2006
Personulidades
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Silêncio
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domingo, 26 de março de 2006
Aos visitantes ...
Em tempo: um abraço aos novos amigos das turmas 11, 12, 13 e 14 do programa "Integração de novos empregados do Banrisul" ... em especial aos componentes do "Carandiru 110", que acabou virando comunidade do Orkut: Samafás, Rafael e Paulo - e aos "membros honorários" Ana Paula, Regi, Clarissa, João Paulo, Nedson e Fernando ...
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quinta-feira, 2 de março de 2006
Ah, o cuidado ...
Em meio àqueles pensamentos vagos que assolam qualquer mortal abstêmio em um feriado de Carnaval, lembrei de um livro cuja recomendação me foi feita há alguns anos por uma namorada, acadêmica de Psicologia: "Saber Cuidar", do Leonardo Boff.
Foi como se "caísse a ficha"! Nesse habitat criado pela tecnologia e pelo moderno "way of life", acabamos nos isolando e, via oblíqua, ficando carentes de contato humano. Todavia, várias fontes ensinam que a essência humana se encontra basicamente no cuidado. Este acaba sendo o suporte real da criatividade e da própria inteligência. O tamagochi, fenômeno mundial surgido na segunda metade dos anos 90, representava um bichinho de estimação virtual, que carecia exatamente da atenção de seu dono para "continuar a existir", denunciando metaforicamente o grau de solidão em que as pessoas se encontravam e a sua necessidade de exercitar o tão precioso zelo.
Quem precisa de tamagochis, quando há tanta gente por perto, igualmente sensível à essa sadia convivência, disposta a dividir, a acompanhar, a conversar sobre assuntos sérios ou banais, profundamente ou não? Essas pessoas que chamamos simplesmente "amigos" ...
Só por ter conseguido perceber isso, talvez já me tenha valido o feriado!
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Irônica contemporaneidade
De qualquer forma, um trecho em particular – onde é proposto que os capitais latino-americanos poderiam ser utilizados em reposição, ampliação e criação de fontes de produção e trabalho – causa uma desagradável sensação de estagnação histórica (não encontrei termos mais adequados no meu parco vocabulário):
"... incorporadas desde sempre à constelação do poder imperialista, nossas classes dominantes não têm o menor interesse de averiguar se o patriotismo poderia ser mais rentável do que a traição ou se a mendicância é a única forma possível de política internacional ..."
Àqueles que porventura acreditam que há progressos históricos na política latino-americana, cabe reavaliar os pontos de vista. Até mesmo a leitura de uma obra com mais de trinta e cinco anos poderá ser útil ...
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Solteiro, sim... e daí?
Normalmente, a reação dos meus interlocutores chega a ser agressiva: “Ah, é? E tu te imaginas sozinho, daqui a vinte anos?”; “Bah, como tu és frio...”; “O que fizeram pra te deixar amargo assim?” ou então “Tu preferes ficar só? E o que tu fazes com a solidão?”. Sinceramente, não consigo acompanhar a lógica desses questionamentos.
Embora um comentário mais objetivo costume irritar ainda mais os que entendem que só aos pares o ser humano pode encontrar a felicidade, costumo esclarecer que conviver bem com o fato de ser solteiro nada tem a ver com estar sozinho ou mesmo solitário. O que tento apontar é que, até por uma questão de diferença de valores e costumes, não cabe mais aquela visão ortodoxa de vida a dois: homens e mulheres trabalhando, optando por investir prioritariamente em suas carreiras profissionais; a reformulação dos próprios conceitos de amor, de realização e de bem-estar pessoal etc.
Não sou antagonista dos mais românticos nem desfaço de suas “metáforas definidoras”. Pelo contrário, tenho profundo respeito. Apenas defendo veementemente a necessidade de que conheçamos a nós mesmos antes de jogar sobre os ombros do parceiro ou da parceira a responsabilidade de nos fazer feliz. Isso é, inexoravelmente, tarefa de cada um. E o processo de conhecimento e aceitação individual passa por aprender a estar só. A conviver consigo mesmo. A constatar que não somos metades e sim inteiros. Como posso esperar entender as idiossincrasias da outra pessoa se não tolero as minhas próprias ou, pior que isso, se nem tenho consciência de sua existência? Logo, quanto mais apta for uma pessoa para estar só e administrar suas próprias angústias, tanto mais estará para viver a dois.
É esse, ao meu ver, o grande mote: a parceria. Gostar de estar com alguém é muito diferente de precisar estar com alguém. A pessoa amada não tem que ser a solução dos problemas. Tem que ser boa companhia de viagem, isso sim.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Só de Sacanagem ...
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "Não roubarás!" "Devolva o lápis do coleguinha!" "Esse apontador não é seu, minha filhinha." Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão: Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba e eu vou dizer: não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: é inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. Eu direi: não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? I-MOR-TAL!
Sei que não dá para mudar o começo, mas SE A GENTE QUISER vai dar para mudar o final!
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Freakonomics
Assim como Ricardo Neves, Levitt propõe, de forma muito interessante, novas perguntas (e também respostas) referentes a temas ligados à Economia, refutando as conclusões que nos oferece a "sabedoria convencional". Leitura recomendada, sem dúvida!
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Silêncio
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Estética, muros e pontes
Calor insuportável. Mormaço. Tédio. Entre um chimarrão e outro, desejei que fosse agosto. Ah, o frio. O silêncio. Lasanha e vinho tinto. Lareira. Os dias nublados e as noites longas, que convidam à introspecção...
Lembrei de um ensaio do Vitor Ramil, “A estética do frio”, onde ele faz uma análise da chegada do inverno gaúcho apresentada por um noticiário e se identifica com aquele cenário quase europeu, concluindo que o frio constitui a metáfora definidora do gaúcho ao mesmo tempo em que é fator de distanciamento do Brasil “tropical”.
Tenho pensado sobre a imagem que nos define como indivíduos e como grupos sociais. Essa característica que, em uma primeira análise, constitui a “metáfora definidora”, parafraseando Ramil.
Não têm sido raras as vezes em que, diante de uma situação de conflito de idéias ou valores, percebo como se mostra pobre a idéia de adotar essa estética pra definir pessoas, seja de forma individual ou coletiva. Primeiro, porque o que se pretendia como retrato torna-se caricatura; depois, porque quando se pinça uma característica ou um traço acentuado, invariavelmente se deixa de lado uma enormidade de detalhes importantes, dentre os quais aqueles necessários à identidade comum – fundamental para o convívio.
Que a natureza humana é complexa, não há dúvidas. Que os interesses são diferentes, também não. Que as escalas de valores são completamente relativas, nem se fala. Mas o entendimento tem que ser possível. Aliás, é primordial, até por questão de sobrevivência ou de qualidade de vida.
Convivemos mais do que o necessário com métodos estéticos de formação de opinião. Isso definitivamente me incomoda. Creio que possamos mais. Do alto de toda a – pretensa – racionalidade humana, deveríamos ser capazes de análises mais elaboradas. Ou melhor, nós somos capazes! Mas antes disso, somos preguiçosos e preferimos construir muros ao invés de pontes.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Mea Culpa
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